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Ceumar se une a amigos para criar Novo trabalho da cantora prova que para ser moderno basta criatividade e talento
por Beto Feitosa fotos de Fernandão Como no disco anterior, Ceumar se cercou de amigos na hora de compor, produzir e tocar. O resultado é honesto e cúmplice. Uma reunião informal de pessoas que fazem música. E boa música.
Em algumas faixas ela está completamente sozinha com seu instrumento. Como na divertidíssima Joelmir Beting, a canção, em que Kléber Albuquerque diz que "a qualquer momento o mundo vai acabar/é só tocar o ponto G da bomba H". Ceumar também está só com seu violão na faixa Rãzinha blues, que fecha o disco. Se em Dindinha Ceumar dava vida a obras alheias, para Sempre viva! ela compôs duas músicas. Em parceria com a poeta curitibana Alice Ruiz fez Avesso ("Pode parecer promessa/mas eu sinto que você é a pessoa mais parecida comigo que eu conheço/só que do lado do avesso"). Ainda se juntou a Chico César e Tata Fernandes em Boca da noite para garantir que "por amor ou euforia/tudo de novo eu faria". O xote zen Outra era é uma parceria de Zeca Baleiro e Fagner, talvez uma das primeiras do trabalho que planejam em conjunto. "Em Fortaleza, Pequim, Bora-Bora/A tristeza chora/Quem dera eu pudesse/Te beijar agora". A globalização da letra é conceito básico da música de Ceumar. As misturas de Minas e São Paulo, Chico César e Suely Mesquita, Fagner e Zeca Baleiro, xote e violão. Para quem acha que inovar é abusar das batidas eletrônicas e consumir o que tem de mais novo no mercado de instrumentos, Ceumar e sua trupe provam que não é bem assim... é possível ser moderno no tradicional formato acústico. Para isso basta ter criatividade. Ela poderia concordar com Caetano quando diz "como é bom poder tocar um instrumento". |
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CD Ceumar - Sempre viva! |