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Cazuza já falou para Rita Lee: "Eu quero ser uma flor nos seus cabelos de fogo". A verdade é que, depois de 30 anos de palco, a roqueira continua uma brasa, mora! Na primeira noite de inverno, ela enfrentou o frio da serra fluminense e esquentou o público do Festival Oi de Inverno, no charmoso Castelinho de Itaipava.
O show não é mais o Yê yê yê de bamba conhecido pelos cariocas e paulistas. A banda sofreu algumas modificações e, nessa última apresentação, marcou a estréia das poderosas baquetas de Cláudio Infante, que já havia gravado com Rita e Roberto o CD Zona zen, em 1988.
O repertório também sofreu alterações e trocou as versões dos Beatles por sucessos como Lança perfume, Baila comigo e Flagra. Esse mesmo show apimentado de hits conquistou a Argentina e vai ganhar um caprichado especial na TV latina enquanto Rita leva sua trupe para Chile, Europa e EUA.
Para o bis, Rita reservou o mesmo momento karaokê que vem fazendo nos últimos anos. O público pede uma música e ela e Roberto tocam de improviso. Às vezes erram, outras esquecem a letra, ainda em outras pedem ajuda do público. O olho no olho é sucesso garantido. E agora Rita está aproveitando essa hora para oferecer uma degustação do repertório que vai estar no próximo disco. Em Itaipava mostrou a divertidíssima Tudo vira bosta, um rock suingado com a melhor marca da dupla. Pela reação da platéia no gargarejo, aprovado!
No camarim, depois do show, Rita recebeu a visita de artistas e fãs e mostrou o presente que tinha acabado de ganhar: um jabuti já batizado como Violeta. "Ela é mística", explicou.
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