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Eu me transformo em outras
Algumas coisas que, quando criança, ouvia minha mãe cantar, outras que ouvi já bem grandinha, mas que me mobilizaram imensamente como ouvinte e admiradora orgulhosa da música brasileira. Não tem nada de didático ou nacionalista, mesmo porque inclui Dream a little dream, por amar duas gravações sublimes, uma do The Mammas and the Pappas e outra com Ella Fitzgerald (um dos meus grandes ídolos) e Louis Armstrong, bem como citaremos Night and Day, de Cole Porter numa outra canção.
Estarão implícitas homenagens a esses cantores e autores, tais como Araci de Almeida (Quando esse nego chega), minha rainha Elizeth Cardoso (Fala baixinho, Janelas abertas e Doce de coco), Cartola (Disfarça e chora), Francisco Alves, Herminio Bello de Carvalho, Pixinguinha, Carmen Miranda (Meu rádio e meu mulato), Wilson Batista (Eu não sou daqui), Cristina Buarque, Nelson Gonçalves, Herivelto Martins (Pensando em ti e Nega manhosa), Paulinho da Viola (Onde a dor não tem razão), Tom Zé, Lula Queiroga, Luiz Tatit e Itamar Assumpção, de cuja música tirei o nome do show.
As músicas deslizam em nosso roteiro pelas mãos e cabeças de músicos excepcionais: Marco Pereira (violão), Hamilton de Holanda (bandolim), Marcio Bahia (percussão) e Gabriel Grossi (gaita).
O show será, acima de tudo, uma celebração ao ato de cantar e me sinto livre pra isso como nunca. Continuarei com a turnê de “Sortimento Vivo”, mas minhas quartas-feiras estarão definitivamente tomadas nos meses de julho e agosto, no Centro Cultural Carioca.
fotos publicadas no site oficial de Zélia Duncan: www.zeliaduncan.com.br
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