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Cássia Eller e seus sucessos sem ter fim Som Livre lança Perfil, nona coletânea com músicas de Cássia texto e foto por Beto Feitosa
Mas o lançamento também traz um desconforto: esse novo título é a nona coletânea da cantora. O mesmo número de discos de carreira que ela lançou. Se for levado em consideração que três desses são registros ao vivo, Cássia Eller já tem mais compilações do que os discos com as chamadas "músicas de trabalho".
As coletâneas que se multiplicam acabam diminuindo o valor de mercado da discografia oficial de Cássia e banalizam ótimos trabalhos. Os mais prejudicados são os dois primeiros discos, Cássia Eller (Polygram/90) e Marginal (Polygram/92). Do primeiro, um trabalho essencialmente roqueiro, tiram o único hit, o blues acústico Por enquanto. Já o segundo costuma ser esquecido, já que não foi bem comercialmente e não emplacou nenhum hit radiofônico.
Dentre essas nove coletâneas a mais interessante é a lançada em 2002 pela Universal. Participação especial tem como grande mérito juntar, em um só disco, duetos dos quais Cássia se orgulhava. Com Luiz Melodia ela cantou Juventude transviada em um dos projetos Casa de samba. A mesma série trouxe a dobradinha com Noite Ilustrada em Você passa, eu acho garça. No primeiro disco de Edson Cordeiro casou graves e agudos, ópera e rock., Stones e Bizet em um medley com A rainha da noite e I can't get no satisfaction. Os amigos do Barão Vermelho cantam Malandragem, enquanto com Rita Lee divide os vocais em Luz Del Fuego.
Outra coletânea interessante foi lançada em 2000, Cássia rock Eller. Como diz o título, junta covers da cantora para músicas de Jimmi Hendrix, Lobão, Cazuza e Renato Russo. De quebra, duas gravações ao vivo inéditas para Smells like teen spirit e Woman is the nigger of the world.
Mas a grande maioria é apenas um apanhado de hits radiofônicos. Na dúvida, melhor ficar com os nove discos de carreira.
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