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Elizah sabe como chegar O sorriso aberto na capa entrega a simpatia do CD
por Beto Feitosa fotos Daniel Conzi e Rô Reitz (ao vivo)
A simpatia se espalha pela interpretação leve e gostosa nas doze faixas do CD. Vai desde regravação da batida porém sempre bem vinda Linha de passe, de João Bosco e Aldir Blanc, até o delicioso samba Euzinha, de Tânia Maria, pianista de jazz ainda pouco conhecida no Brasil. A recriação de O mar serenou, de Candeia, até Eu quero ver, de Carlinhos Vergueiro, Ladinho Marques e J.Petrolino mostram que Elizah soube misturar músicas conhecidas com um repertório com gostinho de novidade. As origens não ficaram esquecidas. O CD abre com um clima de coro africano em Batuque de Pirapora, herança da infância que viveu em Moçambique. De volta ao Brasil gaúcho, convocou uma de Vitor Ramil, e apresenta Grama verde. De Nei Lisboa e Augusto Licks, a politizada Pra viajar no cosmos não precisa gasolina diz "O povo passa fome/O povo quer comer". Com o iluminado violão de Yamandú Costa gravou ao vivo a folclórica Negrinho do pastoreiro.
Elizah apresenta apenas uma composição própria, Brasil diarista, parceria com Filó Machado e pede "Quero de volta o Brasil/Esse bem antes de Cabral". E também descobre pérolas, como a deliciosa canção Cofre de vidro, de Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro. O primeiro CD de Elizah já mostra que ela sabe como chegar. O clima de intimidade com um artista novo é evidente. Quando chega ao fim, já dá vontade de ouvir mais uma vez. |
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CD Elizah |