Umas palavras
ZiriGuidum revê sua história

por Beto Feitosa

Se fosse um CD, ZiriGuidum sairia por um selo independente. Se fosse um livro, não estaria entre os best sellers mas teria espaço cativo em várias prateleiras. Se fosse um prato de comida dificilmente estaria em restaurantes self-service. E se ainda fosse uma roupa, não seria exposta em uma arara de um grande magazine.

ZiriGuidum encontra seu espaço e seu público como um veículo segmentado. Não é para poucos, mas também não é para todo mundo. Os leitores de ZiriGuidum não são uma grande massa pasteurizada. Fazem parte de um grupo com um interesse em comum. No caso, a boa música brasileira. Em ZiriGuidum as opiniões dos leitores são muito importantes; e o ponto de vista da revista também. Afinal, para agradar a um público tão exigente é preciso ter personalidade.

A pauta não se prende e nem se importa muito com os artistas que tocam na novela e nem com a nova febre do verão. ZiriGuidum se foca nos artistas que têm a sua cara, que acreditam em seu trabalho, batalham e que, acima de tudo, fazem esse caminho com garra e talento. Em um mundo abarrotado de informações para todos os lados, nada mais inteligente do que procurar sua turma e segmentar sua informação ao que interessa.

O projeto nasceu em 1995, no campus da PUC carioca, nas anotações de Beto Feitosa e Flávia Souza Lima. Dos cadernos para o papel foram alguns meses, mas a revista nasceu. E em janeiro de 1996 trazia como capa do número zero uma entrevista exclusiva com Rita Lee. Leila Pinheiro, Verônica Sabino e Fátima Guedes também falaram nessa edição de estréia, que ainda teve matérias sobre Guinga, Marina Lima, Cássia Eller e Edu Lobo.

Em parceria com o portal Beat online, ZiriGuidum chegou logo na internet em edição bilíngüe e fincou sua bandeira como um dos primeiros centros de informação sobre nossa música.

A revista seguinte foi publicada em novembro de 1996. A entrevistada da capa era Zélia Duncan, ainda prestes a lançar seu CD Intimidade e vivendo o sucesso de Catedral. Nomes importantes como Caetano Veloso, Gal Costa, Joyce, Zé Renato, Djavan e Flávio Venturini também estavam em pauta.

O projeto adormeceu um pouco mas nunca saiu dos planos dos editores. No final de 1999 teve duas edições como site, já em parceria com o UOL. No índice os nobres nomes de Chico Buarque, Ney Matogrosso, Verônica Sabino, Simone, Nana Caymmi, Rita Lee entre outros. Na nova mídia uma novidade: RadioAtivo, um programa de rádio com entrevistas de Zélia Duncan, Leila Pinheiro e Paulinho Moska.

Em novembro de 2002 ZiriGuidum passou por mais uma revolução. Agora o site oferecia uma dinâmica maior, com atualização várias vezes por semana, trechos de músicas dos CDs comentados, promoções e um contato mais próximo com seus leitores.

Ao longo desses anos ZiriGuidum foi conquistando leitores, artistas e amigos que, juntos, fazem a revista e são responsáveis pelo sucesso e por cada um dos acessos. Se você entrou aqui interessado em informações, notícias e pontos de vista, todo mundo tem seu mérito. Equipe de um lado do computador, leitores do outro, mas todo mundo junto no mesmo barco, na mesma sintonia e em uma só afinação. Todos têm sua importância e cota de responsabilidade.

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