Olivia aposta na roupagem jazzy
Cantora dá continuidade a seu CD anterior, que já chegou ao Japão

por Beto Feitosa

Com elegância a cantora Olivia veste um repertório eclético para noite de jazz. Seu projeto Jazzy stuff! reduz a banda e aposta em uma sofisticação despojada no formato voz, baixo e teclados. O novo CD, 12, é a continuação de 2por2, lançado por aqui em 2004 e que chegou ao mercado japonês nesse ano.

A recriação vai além das habituais e burocráticas covers. Em 12 Olivia apresenta um repertório que vai de Ari Barroso em Pra machucar meu coração, dos melhores momentos do CD, até Steven Tyler em What it takes. No filtro do projeto todas as canções são despidas em arranjos despojados prontos para um clube jazzístico.

A voz sensual tem um lado bossa nova que em certos momentos lembra Bebel Gilberto. Navegando entre rocks, sambas e bossas, Olivia selecionou um repertório de clássicos mundiais. Do Brasil escolheu cartas certas. Além de Ari Barroso, Olivia vai de Paulinho da Viola (Timoneiro), Tom Jobim (Meditação) e Caetano Veloso (Desde que o samba é samba).

12 é o quarto trabalho de Olivia. Sua carreira fonográfica estreou com um ótimo CD eletrônico e cheio de climas pela então recém-criada gravadora Trama em 2000. Três anos depois Olivia assumiu a produção no independente Perto. Desse trabalho resgata agora a canção Pra poder me guiar, única composição sua presente no novo CD.

Olivia é acompanhada pelo baixo de Felipe Alves e pelo teclado de Adriano Augusto. O trio conta com participações de Edson Guidetti (violão e guitarra), Hugo Honri (flauta e sax), Kiko Moura (violão) e Mário Manga (cello).

A opção pelo básico cai bem na voz doce e afinada de Olivia. A cantora faz um interessante trabalho com repertório eclético vestido com suas próprias roupas. Vai além da cover em novas versões, agradáveis e interessantes.


Olívia põe a mão na massa em busca de seu público


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