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O forró que vai do Cariri pro Japão Jarbas Mariz lança quarto CD com ritmos regionais e mensagem planetária por Beto Feitosa
Depois do bate-coxa que dá título e abre o CD, a guitarra de Eder Sandoli em Entre nessa brincadeira pode até chocar a princípio, mas o que ameaça ser rock acaba misturado com os ritmos nordestinos com pandeiro, triângulo, maracá e xequerê.
O bom humor está presente em letras como no rap do sertão Cruzando a paulicéia, homenagem a cidade de São Paulo com nome de vários de seus bairros na letra. Também na divertida Severina Cooper, que traz o refrão "It's mole não, don't have condição". Em suas músicas Jarbas pode até ver a vida como um peixe e comparar os dois mundos.
A percussão corporal do grupo Barbatuques inspirou a instrumental Bate coxa, que fecha o disco. Essa criatividade plural de Jarbar Mariz o aproxima de um eterno tropicalista. Fazendo parte da banda de Tom Zé desde 1990, Jarbas acompanhou o compositor baiano nessa nova fase internacional de sua carreira. Tocando percussão, bandolim e viola de 12 cordas, gravou quatro discos e viajou a Europa acompanhando Tom Zé.
A mensagem é planetária e a linguagem de expressão é regionalíssima. Falando sua língua, Jarbas Mariz torna sua música interessante e universal, pronta para passar as fronteiras e fazer a viagem do Cariri pra qualquer Japão.
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