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O romantismo nordestino de DominguinhosSanfoneiro lança novo CD e apresenta filha por Beto Feitosa
A sanfona de Dominguinhos é um dos símbolos máximos da música nordestina. Romântico mas sem deixar de lado os ritmos de sua terra, Dominguinhos está lançando Conterrâneos, seu primeiro trabalho solo em cinco anos.
Antigos fãs de Dominguinhos já sabem o que vão encontrar. Um compositor sensível, um cantor de estilo inconfundível e um sanfoneiro dos melhores. Dominguinhos escreveu seu nome na história da música brasileira como discípulo de Luiz Gonzaga, mas desenvolveu seu estilo próprio. Mas foi o rei do baião quem deu o primeiro impulso, batizando o artista e dando sua primeira sanfona. Também foi com Luiz Gonzaga que Dominguinhos fez sua primeira gravação, aos 16 anos.
A grande novidade nesse trabalho de Dominguinhos é a presença de sua filha, a cantora Liv Moraes que também está lançando um CD. Com o pai, Liv canta Doidinha pra dançar. Dominguinhos ainda convidou Guadalupe para cantar a faixa que batiza o CD e Wandonys em Eita Paraíba, parceria do artista com Chico Anísio e Sarah Bechimol.
Ao longo de Conterrâneos, Dominguinhos apresenta seus forrós, xotes e baiões com sotaque romântico. Apresenta novas composições como Cai fora, Vivendo a brincar, Oi que balanço bom, Duas frutinhas em parcerias com Wally Bianchi, Nando Cordel, Climério e Capinan. O disco fecha como tema instrumental I é?, forró instrumental que mostra a grande versatilidade do músico.
Entre as regravações, reverencia os mestres e amigos Luiz Gonzaga e Orlando Silveira em Acácia amarela. Autor das inesquecíveis Oh Suzana! e Eu tiro leite, o cantor e compositor paulista Bob Nelson é lembrado em Bença mãe.
Para lançar Conterrâneos Dominguinhos volta ao palco do Canecão onde, em 2005, gravou seu CD em dupla com Elba Ramalho. No dia 31 de agosto, Dominguinhos recebe no palco a filha para repetir a dobradinha em Doidinha pra dançar.
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