A hora é a vez de Plínio Profeta
Produtor coloca seu nome na frente e assina primeiro CD solo

por Beto Feitosa

Aos não iniciados é recomendado uma certa explicação. O ambiente aqui é desse cheio de climas, esquisitices musicais e muitos convidados. É um disco de produtor, produto em voga no Brasil de uns tempos pra cá. Nesse caso específico, Volume 1, primeiro trabalho assinado pelo cultuado Plínio Profeta.

Os mais atentos já notaram seu nome na contracapa de trabalhos de Lenine, Pedro Luís e A Parede, Lucas Santtana, Xis, Katia B, Fernanda Abreu entre outros. Plínio também já assinou remixes para sucessos de Sandra de Sá, Titãs, Kid Abelha, Madonna e Dido.

Agora chegou a vez de colocar a cara na frente. Seu primeiro álbum, lançado pelo selo Nikita com distribuição da Brazilmúsica, é um típico trabalho de produtor. Jorram idéias, experiências e participações. "Este álbum é um resultado de dez anos de convívio profissional com músicos e parceiros", decreta o artista.

Plínio mostra sua diversidade musical nas 14 faixas do álbum. Utiliza desde viola caipira até programações eletrônicas, abrindo caminhos para uma música cada vez mais planetária e globalizada. Sampleia Donato e cita lambada. Tudo junto em um mix musical criativo. Até um recado de secretária eletrônica pode entrar na receita. E quem disse que não?

O disco agrega convidados como Pedro Luis, Davi Moraes, Lucas Santanna, Kátia B, Humberto Barros, Xis, Marcelinho da Lua e Nara Gil. Artistas que circulam na atmosfera da música de Plínio Profeta e buscam parceria com o produtor.

Plínio Profeta também mostra seu lado de compositor em várias faixas. São parcerias com Lucas Santanna, Davi Moraes, De Leve, Xis e até do estranho no ninho Selton Mello. O ator improvisa falas em Para Tarantino ouvir, composta originalmente para o disco do rapper Xis.

Outra grande surpresa é a inclusão de Como é grande meu amor por você, sucesso do difícil Roberto Carlos. "Ele autorizou!!!", comemora sem pudores Plínio. "Essa música é das minhas favoritas do Rei. Eu e Davi Moraes tocamos essa versão no nosso live PA e gravamos para o disco do Davi. Acabou no meu também", explica no encarte, em notas que escreveu para todas as faixas.

Seu nome já traz a força de uma personalidade musical que os artistas procuram para seus trabalhos. Se a figura do produtor ainda não é muito bem assimilada pelo grande público brasileiro, a figura aos poucos vai mudando. Principalmente com esses discos em que os profissionais de estúdio se apresentam. Basta lembrar o impulso que ganhou o nome de Memê quando lançou seu álbum solo. A hora é a vez de Plínio Profeta e seu Volume 1.


matéria anterior:
  • Um tratado sobre Benedito Lacerda
    ÚLTIMOS LANÇAMENTOS