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O violão brasileiro de Renato AnesiMúsico lança novo CD, Dez anos depois O título é curioso: Dez anos depois. Mas de que? O novo álbum de Renato Anesi não precisa responder, mas apresenta uma música batizada com o mesmo nome. Fera das cordas, Renato toca violões e bandolim, além de assinar quease todas as músicas em um trabalho basicamente autoral. Exceção à regra, A ginga do Mané não é das músicas mais conhecidas de Jacob do Bandolim, uma rara composição dele para violão. Aqui aparece como um gostoso choro rápido que não desvirtua do clima do disco. O álbum, que começa dando dicas de um country americano, logo toma cores brasileiras em um ritmo contagiante que casa com o baião. O álbum é recheado de ritmos brasileiros. Lançado pelo selo Pôr do Som com distribuição da Atração Fonográfica, esse terceiro trabalho faz um apanhado de seus dez últimos anos de carreira (daí o título), misturando as músicas já gravadas em seus trabalhos anteriores e mais quatro inéditas. Os títulos de suas composições já dão dicas: Forró da madrugada, Xaxado solar e Quem tem dó?, que parece procurar o tom, mas Renato sabe bem onde está. O disco termina com Bloco de laboratório, mas a pulsação é vibrante e está mais para ao vivo. Ambiente de testes? É o disco inteiro. Casando com a tradição, passeia livremente por novas praias. O disco tem esse clima, de encontro, de músicos talentosos que se unem para "fazer som". Sem pretensão, dialogando como só eles sabem. Para o CD, que tem o requinte de ter sido registrado ao vivo no estúdio, Renato contou com um time de feras formado por Zeli (baixo), Adriano Busko (percussão) e Marquinhos Mendonça (violão). Ainda juntou as participações de Eduardo Contreta (percussão), Pedro Macedo (baixo acústico) e Thomas Howard (violão de sete cordas). Profundo conhecedor de sambas e choros dos grandes mestres, Renato Anesi é um dos poucos no Brasil que toca com maestria o violão tenor, herança da admiração por Garoto. Sua biografia traz trabalhos ao lado de nomes como Yamandú Costa, Tom Zé, Gilson Peranzetta e Zeca Assumpção, entre outros. A veia brasileira, sempre presente, fica evidentemente escancarada na sonoridade de Dez anos depois. |
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