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A intimidade do maestro TomAna Jobim cola imagens inéditas e faz filme poesia com o maestro em família Um filme poesia. A palavra documentário, que poderia parecer a mais apropriada, soa forte perto da delicadeza que é Tom Jobim. O filme A casa do Tom feito por Ana Jobim, sua mulher por 17 anos, tem lançamento pelo selo Jobim Biscoito Fino em um box que também inclui um livro com o texto do filme, fotos, letras, anotações e desenhos do maestro. A poesia vem de Tom. As imagens caseiras e totalmente inéditas mostram o maestro à vontade, com a família. As histórias não pretendem traçar nenhum perfil, nem analisar a obra, muito menos contar a vida do compositor. São apenas causos, historinhas, papos. A câmera ligada nos bastidores. Tom homem, pai e amigo. Tom inédito para quem não conheceu intimamente. Tom reúne sua família na casa no Jardim Botânico, no apartamento de Nova York ou ainda entre as pessoas simples de Poço Novo, refúgio do compositor na serra fluminense. A natureza, sempre presente. A música, como um apaixonado que, durante uma grande mudança, faz questão de acompanhar passo a passo o transporte do piano. É também no instrumento que, depois, reúne a família para cantar. Como para Tom alguns amigos eram da família, o clima caseiro continua nas raras imagens que mostram o maestro ensaiando com a família Caymmi em 1991. O patriarca Dorival se diverte vestindo um chapéu panamá como o de Tom e cantando Maracangalha. "Existe uma irmandade ali entre o Tom e o Caymmi. E entre os filhos do Tom e do Caymmi", conta Ana. Guardado nos extras, a cena volta na íntegra.
Mesmo quando o filme mostra Tom Jobim trabalhando, o foco é aquele momento único, o flash da história pessoal. Aquele riso para a filha Maria Luiza que grava com ele. Ou quando, no meio de uma cena no Central Park, entre esquilos e caminhadas, Tom se distrai e sorri olhando o filho brincar. É esse o Tom que está no filme. Assim é Casa do Tom, o filme. Aqui, Tom é a própria obra de arte. Leve como o maestro, nobre como sua música. As imagens do dia-a-dia, a poesia de Tom. Uma viagem íntima, um filme de amor.
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