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Glauber-mangue-tropic-rock and roll no sol a pinoParceria de Pantico Rocha e Marcus Dias rende primeiro CD de uma trilogia Tem mangue beat, tem tropicalismo, tem rock and roll, tem samba eletrônico. Um som nervoso e criativo, viva o cinema-novo. Glauber Rocha poderia apresentar e dirigir o filme; o diretor até chegou na inspiração da capa. Mas O barulho do sol do meio dia é música, primeiro passo de uma trilogia que junta os nomes de Pantico Rocha e Marcus Dias. Um projeto que tem produção (e forte marca) de Jr Tostoi, o terceiro integrante dessa dupla. A parceria entre os dois artistas cearenses já soma mais de duas décadas. Pantico é baterista que já tocou com artistas como Maria Bethânia, Cesar Camargo Mariano, Leny Andrade, Boca Livre, Flávio Venturini e Lobão e atualmente toca com Lenine e com a banda carioca Vulgue Tostoi. Marcus é letrista e produtor cultural. O disco soma participações de Lenine (Sambinha de chinela), Pedro Luis (Balança) e Silvério Pessoa (Coco sabido). Talvez essa lista seja a dica para teorizar a música que a dupla traz. O som parte dessa experiência rítmica comum aos três artistas, e ganha corpo próprio com guitarra pesada e fortes presenças de eletrônicos. Em uma dupla sem cantores, a idéia original era ter um disco inteiro com convidados. Mas Pantico foi convencido a colocar a própria voz, grave e esquisitona que se encaixou bem na proposta. O percussionista está acostumado a fazer vocais de apoio, aqui chega à frente para dar conta da própria obra. Funciona muito bem. "Existem muitas formas de se ver o mundo", canta em Resenha mas aplica em todo o trabalho. A música da dupla não é convencional e nem se preocupa em seguir cartilhas para se encaixar nos rótulos existentes. Respira novidade e propõe mudanças, novas idéias e outros beats.Moderno de verdade, reciclando as tradições.
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