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Frejat fala de relacionamentos em novo discoCompositor amplia lista de parceiros nas novas músicas Cinco anos depois, Frejat retoma a carreira solo com o álbum Intimidade entre estranhos, pela Warner Music. Terceiro trabalho assinado apenas pelo artista, o disco traz uma gama cada vez mais ampla de parceiros nas composições. Além dos já tradicionais Leoni, Ezequiel Neves,Mauro Santa Cecília e Maurício Barros, Frejat amplia a lista somando nomes como os de Zé Ramalho, Paulo Ricardo, Zeca Baleiro e Black Alien. "Estou aumentando a minha promiscuidade", brincou Frejat em entrevista coletiva no Rio. "Isso funciona como a minha maneira de dar um equilíbrio entre o homogêneo e o heterogêneo do disco", filosofa. "Trabalhar com vários parceiros e ao mesmo tempo sendo sempre eu um dos compositores faz esse equilíbrio", explica. Nos primeiros versos de Controle remoto, parceria com Paulo Ricardo que abre o disco, Frejat dispara: "Eu queria te falar de paz e amor, de filosofia / De cinema, de pintura, de música e de poesia". Mas a realidade se sobrepõe. "Só falar de amor sem refletir um pouco sobre o que a gente está vivendo ia ficar difícil, eu ia sentir que estava faltando um pedaço", reconhece Frejat. "Não é um disco festivo, ele tem esse lado reflexivo", analisa. O refresco vem no final. A última faixa, Tudo de bom mergulha no ambiente disco com uma visão otimista. "Não queria que o disco terminasse em um tom triste", conta. Intimidade entre estranhos fala sobre essa delicada relação de pessoas que mal se conhecem, mas sabem muito da vida da outra. A idéia está em diversas letras, e até na maneira em que as músicas nasceram. "Nesse disco aconteceu isso: um fazia a letra, outro a música e só depois a gente batia uma bola", entrega ressalvando que o hit Dois lados, já na boca do povo via novela das sete, foi uma exceção que confirma a regra. "Chegou uma hora em que a gente sentou aqui e passou uma noite trabalhando. Talvez tenha sido a única música do disco que foi feita por todo mundo junto", conta Frejat. O disco é uma coleção de rocks e baladas com sabor pop, onze músicas que trazem a marca da carreira solo de Roberto Frejat. Sem idéias fechadas ou temas para guiar, um retrato do que impulsiona o artista a compor. O balanço final? Um drops de boas canções, dessas que têm quilate suficiente para melhorar o nível das paradas das FMs. Simples e bom assim.
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