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Los Hermanos registra último encontro com públicoDVD gravado em show de despedida da banda dispensa maquiagem “Todo carnaval tem seu fim”. Essa inevitável frase deve ter passado na cabeça de cada um naquela noite em que o quarteto carioca Los Hermanos lotou a Fundição Progresso. O show de despedida do grupo foi gravado e agora vira DVD pela Sony&BMG. Los Hermanos na Fundição Progresso – 09 de junho de 2007, registrado para sempre. A palavra registro vem bem a calhar. Não é daqueles shows exaustivamente ensaiados e com surpresas na manga feitas para surpreender o telespectador. Nem ao menos foi depois trabalhado, consertado e revisto em dezenas de horas de estúdio. O registro é cru, documental. Um filme realista em que o enredo principal é a relação de um grupo musical e seu imenso público. A improvável história do Los Hermanos aconteceu assim. A partir de um hit radiofônico para adolescente balançar cabeça, o grupo abriu espaço para mostrar sua verdadeira música. E seguiu assim, corajoso, impondo um estilo e um padrão que não segue muito as diretrizes do sucesso. Mas - surpresa! - deu certo. O estrondoso sucesso de Ana Julia rendeu até interpretação pelo beatle George Harrison. E lá vem o Los Hermanos na contramão batendo contra quem pedia uma continuação do sucesso, o caminho mais fácil. Nessas de se impor o grupo vingou. Conquistou seu público não pela massificação, mas pela identificação. E essa história resumida explica a existência desse DVD. Sandy & Jr quando decidiram seguir caminhos separados entraram na boutique do Acústico. O Los Hermanos aparece com esse show. O som é cru e está longe dos padrões, a luz também não prima por efeitos surpreendentes. O cenário inexiste, assim como a lista de convidados. A música ao vivo sujeita a notas desafinadas, pouca precisão e a pulsação real do ao vivo. Isso é Los Hermanos, dispensa maquiagem.
Essa aparente anarquia foi formatada de duas formas: um DVD com as 26 músicas e um generoso extra com outras cinco gravadas no dia anterior. O CD tem um encarte mais amplo, mas traz apenas 14 músicas. Um registro corajoso, fiel. Sem choro nem vela, uma despedida íntegra de uma banda que tem a biografia pautada por essa relação clara e objetiva com sua música e seu público. Uma banda que bateu o pé na porta e colocou a arte à frente do sucesso e, no final, está registrado. Cada um que esteve na Fundição vibrou, cantou e sentiu. Ao invés de massificação, identificação. As coisas funcionam melhor assim.
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