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Trilha de Orfeu Negro ganha nova e história ediçãoFilme francês de 1959 tem clássicos de Tom Jobim e Vinicius de Moraes Lançado em 1959 o filme Orfeu Negro (Black Orpheus) apresentou ao mundo as primeiras parcerias de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Adaptação da peça Orfeu da Conceição, a produção francesa teve direção de Marcel Camus e músicas cantadas por Elizeth Cardoso e Agostinho dos Santos. A gravadora Universal preparou uma nova edição dessa trilha histórica, que tem seu primeiro lançamento em CD no Brasil. A trilha coleciona clássicos compostos por Tom e Vinicius como A felicidade e O nosso amor e as parceria de Luiz Bonfá e Antônio Maria em Manhã de carnaval, todas aqui em suas versões originais. Além da presença dos dois grandes intérpretes a ficha técnica (em generoso encarte) revela presenças de Luiz Bonfá, Roberto Menescal além de abrir a possibilidade de uma faixa ter sido gravada com o violão de João Gilberto (sem, entretando, confirmar). Só por esses predicados já se trataria de um lançamento histórico. Pela primeira vez a trilha é lançada de forma completa. E aí está o grande problema do disco. A idéia de contar a história através de sua música impõe um roteiro que não privilegia as melhores gravações. As grandes canções aparecem em meio a baterias de carnaval e macumba, bem ao estilo "batuque para gringo ver". A inclusão desse material inédito é importante, mas poderia vir em um CD extra ou em faixas-bônus ao final do disco. Entre Elizeth, Agostinho e tantas estrelas soa cansativo. Mesmo esses petiscos extras podem revelar bons momentos, como a interpretação de Vanja Orico para O nosso amor acompanhada (provavelmente) pelo trombone de Raul de Souza. A falta de precisão das informações é desculpada por Vinicius, já na época. "Se nomes foram esquecidos, seja nos créditos da produção, seja nas primeiras gravações feitas em Paris sobre a trilha sonora, terá sido tudo a afobação da vitória, a precipitação do primeiro momento, a corrida para o ouro das companhias gravadoras", explicou o poeta. O carnaval e a religião, o samba e o frevo. O exótico Brasil chega a Hollywood e, de carona, lança ao mundo clássicos eternos da música brasileira. A edição atual, pela primeira vez, junta trechos que haviam sido editados separadamente, e até mesmo pedaços inéditos nesse formato. O encarte cumpre sua função de esmiuçar ao máximo a importância do filme e de sua trilha sonora. Um disco com jeitinho de capítulo da história. Para ouvir vezes a fio, basta selecionar as faixas certas.
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