Coletivo de jovens músicos elevado a banda com cara - bem - própria, o Paraphernalia lança Ritmo explosivo, seu primeiro CD. Editado pelo selo Pimba com distribuição da Tratore, o álbum traz repertório inédito mas deliciosamente familiar.
Passa de Ed Lincoln a Lincoln Olivetti, mas de cara nova. Com arte gráfica vintage, o Paraphernalia também viaja no tempo para soar moderno. Criado em 2001 e temperado desde então em apresentações no circuito underground, o som tem referência nos bailes e grupos instrumentais das décadas de 60 e 70. A mistura de jazz, pop, funk e black music ganha novas idéias, referências misturadas e pitadas da presente eletrônica.
O repertório é alegre e dançante, mas também rico e mantém o interesse na audição do CD. Nas onze faixas passam ousadias como a sitar que sola dando cores indianas dance em Com curry por favor e a brisa dos dancin' days em Champagne. Ou ainda ares mais brasileiros em 24 de março, distante do groove de 22 de setembro que abre o disco com o calendário sonoro de Alberto Continentino, compositor de ambas - e da maior parte das músicas.
O Paraphernália reúne um time de músicos onipresentes na cena carioca, além de contar com a produção dividida entre Kassin e Ricardo Garcia nesse CD. O grupo é formado por Alberto Continentino (baixo), Bernardo Bosisio (guitarra e sítar), Felipe Pinaud (flauta), Joca Perpignan (percussão), Leandro Joaquim (trompete), Marlos Sette (trombone), Renato "Massa" Calmon (bateria) e Donatinho (teclados).
Com os arranjos aquecidos em diversas festas e shows, o Paraphernalia estreia em um disco quente que pulsa no groove do ao vivo. É para aumentar o som. Bons ritmos que atualizam uma estética de banda de baile para ouvir e dançar.