Uma orquestra nas mãos de Cabelo
Músico paranaense faz mágica com o violão

por Beto Feitosa

O violão de Cabelo vale por uma orquestra inteira. Só assim para dar noção do talento desse músico paranaense. Mas, mesmo prevenido, você ainda pode sofrer de queixo caído quando ouvir a mágica. E foi na capital, Curitiba, que Romano Nunes ganhou o apelido que adotou como nome artístico.

Cabelo tem intimidade com as cordas desde os cinco anos, quando tocava uma música de Canhoto. Aprimorando a arte com o tempo, seu repertório vai de Villa Lobos até os Beatles, com forte predominância de músicas próprias, como a belíssima O vôo do beija-flor, composta enquanto as aves dançavam pelo ar ao som de seu violão.

Com um pé no regional, Cabelo tem em seu repertório bossa nova, guarânias, modas de viola e até tangos e boleros. Seu violão fala com o povo e se comunica através da arte, sem receitas e nem rótulos.

Em um meio fio entre o erudito e o popular, Cabelo já arrancou elogios do exigente maestro Júlio Medaglia, que conheceu o músico em uma apresentação na Serra da Cantareira, região nobre de São Paulo.

Seu novo show homenageia outros grandes mestres do violão como Baden Powell, Paulinho Nogueira, Valdir Azevedo e Dilermano Reis. Intitulado Minhas influências o projeto está em fase de produção. Ou lapidação, como convém quando se fala de jóias raras.


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