ZIZI POSSI DISCOGRAFIA








FICHA TÉCNICA

Uma produção UNIVERSAL MUSIC dirigida por Zizi Possi e Moogie Canázio
VP A&R: Max Pierre
Direção artística: Sérgio de Carvalho
Concepção do projeto e direção musical: Zizi Possi
Piano Baldwin acústico em todas as canções: Jether Garotti Jr.
As canções marcadas com * receberam um tratamento adicional
de teclado Roland JD 990
Arranjos: Zizi Possi e Jether Garotti JR.
Gravado e mixado no SONY MUSIC STUDIOS - Santa Monica/ CA por
Moogie Canázio
Assistente: Jenny Knotts
Masterizado no BERNIE GRUNDMAN MASTERING - Los Angeles por Bernie
Grundman
Projeto Gráfico: Renato Salgado/ Zol Design
Fotos: Bob Wolfenson
Produção de moda: Jussara Romão
Maquiagem e cabelo: Daniel Hernandez
Coordenação gráfica: Gê Alves Pinto e Geysa Adnet


"PURO PRAZER" 1999 (CD)
(CLIQUE SOBRE O NOME DA CANÇÃO PARA VER A LETRA)

1 - Disparada
(Geraldo Vandré - Théo) 

2 - Volver a los diecisiete
(Violeta Parra)

3 - Luiza
(Tom Jobim)

4 - Pedaço de mim
(Chico Buarque)

5 - Sobre todas as coisas
(Chico Buarque - Edu Lobo)

6 - Viver, amar valeu
(Gonzaga Jr.)

7 - Rebento
(Gilberto Gil)

8 - Tanta saudade
(Djavan - Chico Buarque)

9 - Vurria
(F. Rendine - Alberto Pugliese)

10 - Torna a surriento
(Ernesto de Curtis)

11 - Beatriz
(Chico Buarque - Edu Lobo)

12 - Eu te amo
(Herbert Viana)

13 - Che cosa C'è
(Gino Paoli)


Letras:

1. DISPARADA
(Geraldo Vandré/ Théo)

Prepare o se coração
Pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
A morte, o destino e tudo
Estava fora de lugar
Eu vivo pra consertar
Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo
Laço firme, braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
Que boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E os sonhos que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei
Então não pude seguir
Valente, lugar tenente
De dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, fere, engorda e mata,
Mas com gente é diferente
Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto pra enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
E vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim, nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte
Num reino que não tem rei
Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu,
Por qualquer coisa de seu
Querer mais longe que eu

2. VOLVER A LOS DIECISIETE*
(Violeta Parra)

Volver a los diecisiete
Después de vivir un siglo
Es como descifrar signos
Sin ser sabio competente
Volver a ser de repente
Tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo
Como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo
En este instante fecundo
Se ve enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra
Ai, sí, sí, sí
Mi passo retrocedido
Cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas
Ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido
Se ha paseado por mis venas
Y hastas la dura cadena
Con que nos ata el destino
Es como un diamante fino
Que alumbra mi alma serena
Se va enredando, enredando...
Lo que puede el sentimiento
No lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder
Ni él más ancho pensamiénto
Todo lo cambia el momento
Cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente
De rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia
Nos vuelve tan inocentes
Se va enredando, enredando...
El amor es por divino
De pureza original
Hasta el feroz animal
Susurra su dulce trino
Detiene los peregrinos
Libera los prisioneros
El amor con sus esmeros
Al viejo lo vuelve niño
Y al malo solo el cariño
Lo vuelve puro y sincero
Se va enredando, enredando...
De par en par la ventana
Se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto
Como una tibia mañana
Y al son de su bella Diana
Hizo brotar el jazmin
Volando cual serafin
Al cielo me puso aretes
Y mis años en diecisiete
Los convirtó el querubin
Se va enredando, enredando...

3. LUIZA*
(Tom Jobim)

Rua, espada nua
Bóia no céu, imensa e amarela
Tão redonda, a lua
Como flutua
Vem navegando o zul do firmamento
E num silêncio lento
Um trovador cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer, Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado, um aprendiz do teuamor
Acorda, amor
Que eu sei que embaixo
Dessa neve mora um coração
Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo
É sempre o meu desejo
Vem me exorciza
Me dá tua boca
E a tua rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante
Que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então
Os sete mil amores
Que eu guardei somente
Pra te dar, Luiza

4. PEDAÇO DE MIM*
(Chico Buarque)

Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade
É o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
Num membro que já perdi
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor, adeus

5. SOBRE TODAS AS COISAS
(Chico Buarque/ Edu Lobo)

Pelo amor de Deus
Não vê que isso é pecado
Desprezar quem lhe quer bam
Não vê que Deus até fica zangado
Vendo alguém abandonado
Pelo amor de Deus
Ao Nosso Senhor, pergunte
Se ele construiu nas trevas o esplendor
Se tudo foi criado:
O macho, a fêmea, o bicho, a flor
Criado pra adorar o criador
E se o criador inventou a criatura por favor
Se do barro fez alguém com tanto amor
Para amar Nosso Senhor
Não, Nosso Senhor
Não há de ter lançado em movimento
Terra e Céu, estrelas percorrendo firmamento em carrossel
Pra circular em torno ao criador
Ou será que o Deus
Que criou nosso desejo é tão cruel
Mostra os vales onde jorra o leite e o mel
E esses vales são de Deus
Pelo amor de Deus, não vê que isso é pecado
Desprezar quem lhe quer bem
Não vê que Deus até fica zangado
Vendo alguém abandonado
Pelo amor de Deus!




VOLTAR



6. VIVER, AMAR, VALEU*
(Gonzaga Jr.)

Quando a atitude é viver
É uma extensão do coração
É muito mais que um prazer
É toda a carga de emoção
Que era um encontro com o sonho
Que só pintava no horizonte
E de repente diz presente
Sorri e beija nossa fronte
E abraça e arrebenta a gente
É bom dizer: viver, valeu!
Ah! Já não é nem mais alegria
Já não é nem felicidade
É tudo aquilo que eu preciso
É tudo aquilo paraíso
Não há palavra que explique
É só dizer: viver, valeu!
Ah! Eu me ofereço esse momento
Que não tem paga nem preço
Essa magia eu reconheço
Aqui está minha sorte
Me descobrir tão fraca e forte
Me descobrir tão sal e doce
E o que era amargo acabou-se
É bom dizer: viver, valeu
É bom dizer: amar, valeu
Amar, valeu!

7. REBENTO
(Gilberto Gil)

Rebento
Substantivo abstrato
O ato, a criação, o seu momento
Como uma estrela nova e o seu barato
Que só Deus sabe, lá no firmamento
Rebento
Tudo o que nasce é rebento
Tudo o que brota, que vinga, que medra
Rebento, claro como flor na pedra
Rebento, farto como trigo ao vento
Outras vezes rebento simplesmente
No presente do indicativo
Como as correntes de um cão furioso
Ou as mãos de um lavrador ativo
Às vezes mesmo perigosamente
Como acidente em forno radioativo
Às vezes, só porque fico nervosa, rebento
Às vezes, somente porque estou VIVA!
Rebento
A reação imediata
A cada sensação de abatimento
Rebento
O coração dizendo: bata!
A cada bofetão do sofrimento
Rebento, esse trovão da mata
E a imensidão do som nesse momento

8. TANTA SAUDADE*
(Djavan/ Chico Buarque)

Ai, amor
Miragem minha, minha linha do horizonte
É monte atrás de monte, é monte
A fonte nunca mais seca...
Saudade, ainda sou moça
Aquele poço não tem fundo
É o mundo e dentro, é o mundo e dentro, é o mundo e dentro
É o mundo que me leva!
Era tanta saudade, é pra matar
Eu fiquei até doente
Eufiquei até doente, menina
Se eunão mato a saudade é, deixa estar
Saudade mata a gente
Saudade mata a gente, menina
Quis saber oque é o desejo, de onde ele vem
Fuiaté o centro da terra, e é mais além
Procurei uma saída, o amor não tem
Estava ficando louco, louco, louco de querer bem!
Quis chegar até o limite de uma paixão
Baldear o oceano com a minha mão
Encontrar o sol da vida e a solidão
esgotar o apetite, todo o apetite do coração
Mas voltou a saudade é, pra ficar
Aí eu encarei de frente
Aí eu encarei de frente, menina
Se ficar na saudade, deixa estar
Saudade engole a gente
Saudade engole a gente, menina

Ai, amor...

9. VURRIA
(F. Rendine/ Alberto Pugliese)

Dinta na stanzurella fredda e scura
Addo 'na vota 'nce trazeva o sole
Mo stongo sulo e tengo na paura
Ca a poco a poco
Me consuma o core
Paura ca me strue 'sta malatia
Senza vedé cchiù Napule
Senza vedé cchiù a te
Vurria turnà du te
Pe' n'ora sola Napule mio
Pe' te senti e cantà, cu' mille mandoline
Vurria turnà du te
Pe' ma' 'na vota ammore mio
Pe' tte pote' vasà
Pe' mme senti abbraccià
'Sta freva ca num me lessa maie
'Sta freva num me fa cchiù campà
Vurria turnà du te
Pe' n'ora sola Napule mia
Vurria, vurria, vurria
Ma stongo 'n croce

10. TORNA A SURRIENTO*
(Ernesto De Curtis)

Vide ò mare quant'ê bello!
Spira tanfu sentimento.
Comme tu a chi tiene mente,
Ca scelate 'o faie sunnà.
Guarda, gua' chistu ciardino;
Siente, sie' sti sciure arance;
Nu prufumo accussi fino
Dinto 'o core se na va...
E tu dice: "I' parto, addio!"
T'alluntane da stu core...
Da la terra de l'ammore...
Tiene 'o core 'e nun turnà?
Ma nun me lassà,
Nun darme stu turmiento!
Torna a Surriento.
Famme campà!
Vide 'o mare de Surriento
Che tesoro tene 'nfunno
Chi ha giratto tutto 'o munno
Nun I' ha visto comm' a ccà
Guarda attuorno sti sserene,
Ca te guardano 'ncantate,
E te vonno tantu bene...
Te vulessero vasà...

E tudice: "I' parto, addio!"...

11. BEATRIZ*
(Chico Buarque/ Edu Lobo)

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosta da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres têm na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será qie é uma estrela
Será qie é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida

12. EU TE AMO
(Tom Jobim/ Chico Buarque)

Ah! Se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta como hei de partir
Ah! Se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde ainda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornastes nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Teu paletó enlaça o meu vestido
E o teu sapato ainda pisa o meu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Meus seios ainda estão em tuas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

13. CHE COSA C'È*
(Gino Paoli)

Che cosa c'è
C'è che mi sono innamorata di te
C'è che ora non mi importa niente
Di tutta l'altra gente
Di tutta quella gente che non sei tu
Che cosa c'è
C'è che mi sono innamorata di te
C'è che ti voglio tanto bene
Che il mondo mi appartiene
Il mondo mio che è fatto solo di te
Come ti amo non posso spegarti
Io non so cosa sento per te
Ma se tu mi guardi negli occhi
Un momento
Lo puoi capire anche da te
Che cosa c'è
C'è che mi sono innamorata di te
C'è che io ora vivo bene
Se solo stiamo insieme
Se solo ti ho vicino
Ecco che c'è